quarta-feira, 2 de abril de 2014

Retrospectiva do meu processo (parte II): Start e Fator Psicológico

Continuando a série sobre meu processo, agora vou contar para vocês como foi meu start e qual a chave que eu mudei na minha mente.

Bom, como eu havia falado antes no primeiro texto, o meu START partiu de uma doação integral para aquele propósito. Tudo o que era pedido, eu fazia. Sentia dor e relevava, ficava segura de que aquilo era normal e que ia passar.

Curiosamente, eu não sentia fome mesmo no começo do processo, acho que eu já tinha condicionado minha mente a entender que aquela quantidade era suficiente pra eu me manter saudável. A única coisa que eu ainda tinha era vontade de comer besteiras, pois o fim de semana chegava e eu saía: ia a festas, barzinhos, almoços ou jantares de família... Se eu sofresse, seria normal, faz parte do processo que tem como objetivo me dar qualidade de vida, saúde. Tudo incontestável! Por isso que eu sempre ressalto a importância de um profissional acompanhando toda essa ''metamorfose'', pra te dar a segurança de que faz bem resistir, e não aquele papo de ''pode um pouquinho de tudo''. Isso não existe, não se engane.

Durante o programa, aconteceram algumas atividades que me fizeram ser mais determinada ainda no meu objetivo, atividades essas que eu continuei fazendo fora. Pareciam até sem significado efetivo, bobas, mas são MUITO eficazes. Uma das atividades mais significativas, pra mim, foi a conversa que tivemos com a comida. 

Relembre a atividade do bate papo com a comida

As tentações vão continuar, o mundo não vai parar porque você está de dieta. Quem tem que parar é você. A ideia é essa: Reconheça que elas (as tentações) fizeram você se sentir fraco durante muito tempo. Se você quer mudar, precisa encerrar esse relacionamento. Não é por um dia, não é por um mês. Não estou dizendo que você nunca mais vai poder saborear um pedaço de bolo, um pão de queijo, o que quero dizer é que enquanto seu cérebro não estiver preparado para dizer não (enquanto ele der desculpas para você degustar, 'só um pedacinho', ou 'é pior resistir', e ainda 'dizem que posso comer de tudo um pouco'), seu coração e seu corpo também não vão dizer.

É como um relacionamento mesmo: Imagine viver um amor doente, possessivo, que te tira da sua vida para viver pra ele. Você sabe que é amor, mas que te faz mal. O segredo é se livrar dele, desapegar, e se permitir construir uma nova história. A comida é assim. Não viva para comer, coma para viver. A comida, com o passar do tempo, deixa de ser um prazer - comigo pelo menos foi assim: Eu transferi todo o 'tesão' que eu tinha de comer em outras atividades, por exemplo ler, ouvir música, escrever, dançar, ver um filme, assim, toda vez que eu tinha vontade de comer (não fome, vontade pelo prazer que a comida sempre me deu), eu fazia outra atividade imediatamente, uma dessas que eu citei. Funcionou.





Outro fator psicológico extremamente importante é reconhecer os traumas e mágoas que, inconscientemente, fazem com que você se sinta fraco, desmotivado ou sirva de desculpas para não batalhar por um projeto grande como o emagrecimento. Quando fizemos a atividade de buscar os traumas do passado no teatro, bem foi um dia horrível. Todos nós saímos arrasados, destruídos por ter que voltar em um lugar na memória que só queríamos esquecer. Saí brigando com meio mundo pois achei que a atividade em questão não tinha um fundamento real que pudesse nos ajudar, que aquilo era somente sensacionalismo pra TV. Eu estava errada. Depois de meses dessa atividade eu percebi o quanto ela foi importante: Caramba, se eu passei por um trauma tão grande e superei (estou viva e continuo lutando e sonhando), por que não vou superar mais um obstáculo que eu mesma criei, pra ter uma vida muito melhor?
 

Relembre a atividade no teatro.

Esses foram meus pontos de partidas da cabeça e coração para atingir meu grande objetivo.

No próximo texto da série eu vou contar como foi a adaptação com os exercícios, quais foram os exercícios praticados no programa, os que eu mais gostei e os que eu não gostei.

Aguardem!

Um comentário:

Bruna Floriano disse...

Carol parabéns vc está alem do programa,e curada de uma doença chamada obesidade e ansiedade!parabéns to com vc beijo